segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Quem já não vai voltar

Teus olhares estão vazios,
Meus olhares já não lhe encontram. 
Tua falta assombrou meus sonhos,
E meus sonhos me entorpeceram.
Pesadelos que me apontam,
O gosto amargo do que és real.
Arrancando-me as esperanças,
Escondendo-me tua lembrança, 
Que eras unica e não iras voltar. 
Todos teus momentos cândidos,
Foram-se junto a ti. 
Deixando-me tais palavras,
Que sem serem avisadas,
Insistem em tentar sair.
Sem ao menos suspeitar,
Que já não podem serem ditas,
Por mais que a mim insistas,
Sem você aqui, já não há mais alguém,
Alguém que as responda. 

OBS: Esta poesia foi escrita em homenagem ao ser mais adoravel que já conheci, crescemos juntas e foram ao todo nove anos. Lembro perfeitamente de agradecer a Deus todos os Dias pela vida dela, principalmente por cura-la de uma doença que havia tirado seu movimento das pernas de traz. Ela andou em um carrinho de rodas customizado feito por meu avô, e ninguem acreditava que um dia ela pudesse voltar a andar.
Mas Deus foi maior e graças a ele, ela pode voltar a correr e a brincar, com aquele jeitinho unico que parecia me entender melhor que qualquer um, sendo o meu maior consolo, mesmo sem me dizer nada, eu sentia o seu amor, e assim recuperava o folego, e dizia a mim mesma que teria de ser forte, pois alguem, principalmente ela, precisava de mim. 
Parece que foi ontem o primeiro dia que a vi, todos os outros animais estavam fechados em casinhas e cercadinhos, mas ela era sempre um doce, e estava lá rolando no tapete rosa brincando com uma bolinha. Foi amor a primeira vista, logo a levei pra casa e dei seu nome, e ela foi crescendo e o meu amor crescendo junto, nos tornamos uma só, uma pedacinho da outra.
Costumava gritar seu nome, e te chamar de varios apelidos fofos, ela era minha estrelinha, o meu anjinho, um ser sem pecado, sem rancor… sem maldade.
Ela sempre respondia latindo ou correndo até mim. Ela ficava ao fim do quintal, onde havia um cercado de madeira para não deixa-la escapar de lá e descer as escadas. Então sempre que subia aquelas escadas a primeira coisa que via era seu rostinho olhando pra mim mostrando estar morrendo de saudade.
Ela faleceu dia 19 de janeiro de 2011. Foi horrivel e está sendo amargurante para mim me lembrar dela a cada segundo, subir as escadas e ver que já não está mais lá. Que o corpinho peludo que eu abraçava já não está mais aqui, e agora tudo o que sobrou foram fotos, roupinhas, coleiras, e eu… morrendo de saudade e com a maior angustia que nunca senti em toda minha vida. 
Bom… Mas a vida é assim, ela se foi mais acho que pude faze-la feliz enquanto viveu, ela deixou um pedacinho dela e levou uma grande parte de mim. 
Mas é como dizem, a dor nesse caso é boa, e me faz poder de algum modo quase reviver sua presença para nunca me esquecer, de que existiu uma cachorrinha linda que eu com apenas 5 anos lhe dei o nome de Fadinha por causa da Novela Carinha de Anjo, e essa Fadinha vai viver para sempre em mim, porque muitos podem achar exagero, mais quem tem um animal de estimação sabe o quanto eles significam para nós, e ela significou e significa para mim, e MUITO, só espero que um dia eu possa reencontra-la, por isso estou implorando a Deus, que os animais também tenham um lugar no céu, até porque eles merecem muito mais do que muitas pessoas  por ai, que se dizem “boas”, mas são estas que mentem, enganam, roubam, e matam.

Alessandra Froes

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