quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Prisioneiro


Respirei novos ares,
Conheci novos planetas.
Sai fora de orbita,
Dei voltas e voltas.

Em caminhos me perdi,
Nos mesmo que me encontrei.
Passeei nas pegadas,
Que eu mesma deixei.

Doce pranto que me persegues,
És meu, e somente meu.
Fiel companheiro,
Eis o que sou.

Fugi de amores,
Corri de sorrisos.
Me escondi de rancores,
Tudo abandonei.

Abandonei tudo,
Que um dia eras meu.
Derramei novas aguas,
Com as mesmas que me lavaram,
E em seu aroma deixaram,
O eu que eu sou.

Em seu reflexo minha imagem,
Eis tal desapontamento.
Fiel és tu tormento,
De indas e vindas.

Semblantes em vão,
Me susurrando.
De que tanto corri,
E hoje me vi,
O meu eu, prisioneiro de mim.

Alessandra Froes 

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